
Extraído do jornal Pastoral da saúde - Novembro 2010
O dia 20 de novembro é um dia especial para todos os brasileiros, em especial para os negros, em homenagem à morte de Zumbi, líder do Quilombo dos Palmares. O quilombo era um lugar onde os escravos se refugiavam, e, com o passar dos anos, atingiu uma população de vinte mil habitantes, devido ao aumento das fugas dos escravos.
Os escravos era utilizados para fazer o serviço pesado que o homem branco não realizava, não tinham condições dignas, de vida, eram maltratados, apanhavam, ficavam amarrados de dia e noite em troncos, eram castigados, ficavam sem água e sem comida, suas casas eram as senzalas, onde dormiam no chão de terra batida.
Muitas pessoas eram contra essa forma de tratar os negros, e foram feitas várias tentativas de defender seus direitos. Aos poucos começaram a ter alguns benefícios, como a lei do ventre livre em 1871, que libertava os filhos dos escravos que ainda iriam nascer. A lei dos sexagenários criada em 1885 dava o direito de liberdade aos escravos com mais de sessenta anos.
Mas Princesa Isabel foi a responsável pela libertação dos escravos, quando assinou a lei Áurea, em 13 de maio de 1888, dando aos mesmos o direito de ir embora das fazendas em que trabalhavam ou de continuar morando com seus patrões, como empregados e não mais como escravos.
O dia da consciência negra é uma forma de lembrar o sofrimento dos negros ao longo da história, desde a época da colonização do Brasil, tentando garantir seus direitos sociais.
Hoje temos várias leis que defendem esses direitos, como a de cotas nas universidades, pois acredita-se que, em razão dos negros terem sido marginalizados após o período de escravidão, não conseguiram conquistar os mesmos espaços de trabalho que o homem branco.
Na época da escravidão os negros não tinham direito ao estudo ou a aprender outros tipos de trabalho que não fossem os braçais, ficando presos a esse tipo de tarefa.
Muitos deles, estando libertos, continuaram na mesma vida por não ter condições de se sustentar.
O dia da consciência negra também é marcado pela luta contra o preconceito racial, contra a inferioridade de classe perante a sociedade, além de temas como mercado de trabalho, discriminação política, moda e beleza negra, etnias, homenagens a negros que se destacam e se destacaram.
Além desses assuntos, enfatizam sobre o respeito enquanto pessoas humanas, além de discutirem e trabalharem para conscientizar as pessoas da importância da raça negra e de sua cultura na formação do povo brasileiro e da cultura do nosso país.
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