
Após uma série de ataques de bandidos através de incêndio a carros, motos, ônibus e caminhões para assustar a população, finalmente o governo do Rio de Janeiro resolveu agir, e através de um trabalho conjunto das polícias, dos batalhões de operações especiais e das forças armadas o crime organizado foi, pela primeira vez na história, desmantelado e desestruturado. A mobilização foi tamanha que alguns traficantes se entregaram, vários que ainda estão foragidos estão sem esconderijo e sem o arsenal de batalha, o que dificulta a situação deles. A prisão é questão de tempo.
A invasão das favelas e do complexo do Alemão e da Vila Cruzeiro foi um marco histórico para a segurança pública, que apreendeu toneladas de drogas, armas, centenas de veículos roubados como motos e carros, e prenderam dezenas de bandidos que promoviam o medo e o pavor nas comunidades onde comandavam suas facções, e por vezes obrigavam crianças e jovens a trabalharem no crime para não serem baleados em partes do corpo, como nas perna ou nas mãos.
O clamor popular é fator decisivo na luta contra o tráfico, já que não é nada fácil uma operação destas, já que a mesma é muito arriscada, só o número de tanques e tropas chega a ser maior que a população de várias cidades no Brasil. Além disso, o risco é tão grande como em uma guerra, e os morros podem se tornar labirintos e verdadeiras emboscadas à medida em que as tropas policiais avançam. O disque denúncia recebeu mais de 3.000 ligações que ajudaram a polícia a obter maior êxito até então. O apoio da população é demonstrado de várias maneiras, como mensagens, cartas de agradecimento entregues a repórteres e policiais, e lençóis brancos improvisados como bandeira branca para simbolizar a paz tão desejada por todos no Rio. Gestos simples, mas que tocam e emocionam, por se tratar de iniciativas sinceras e verdadeiras, que demonstram otimismo e confiança na polícia, em Deus, e no futuro.
A esperança de dias melhores aumenta a medida que a operação policial avança. Entretanto, mais que nunca, o governo do Rio de Janeiro deve estar atento para não abandonar as favelas e as comunidades carentes após a poeira baixar, ou tudo isto será em vão. É necessário uma política que ofereça oportunidades e possibilidades de crescimento educacional, pessoal, cultural e profissional para os menos favorecidos. Caso contrário os traficantes, assim como uma erva daninha, podem voltar e crescer novamente nas favelas onde estão sendo perseguidos agora. Basta de negligência das autoridades. Se a operação é fato histórico para a segurança pública, que seja também o momento do governo iniciar mudanças profundas para os menos favorecidos não apenas no Rio, mas em todo o Brasil.




