Um homem acorda de um pesadelo medonho: Neste cenário pessoas eram mortas friamente, por causa de um pouco de pó ou do dinheiro que deixou de ser pago, mulheres eram violentadas por motivos fúteis, crianças feridas por dentro e por fora, mutiladas no corpo e no coração.
A sensação de impunidade e de sentimentos de normalidade das pessoas ao encarar fatos tão cruéis e tristes assusta aos que ainda conseguem refletir sobre tudo o que acontece. Menos mal para o rapaz, afinal de contas foi apenas uma noite mal dormida.
"O dia vai ser bom ou ruim"?? Pensou o personagem. "Com este pesadelo que tive, nem sei... de repente pode não ser bom sair de casa, ou não tem nada a ver uma coisa com a outra".... e foi-se ele com passos largos e firmes para encarar mais um dia. A distração e a tensão exagerada com os porquês do que viu no mundo de Morfeo fez dele um mero coadjuvante em tudo que ocorria ao seu redor. Após tanto flertar com a bela vizinha da casa da frente, hoje ela finalmente resolve ser mais chamativa e decidida a chamar o rapaz para tomar um suco na lanchonete natural do Pipoca, mas.... ele mal olhou pra ela!!!!!! Se houvesse torcida aqui o que gritariam??? QUE VA -CI -LÂO !!! O dia estava apenas começando, e se ele não se preocupasse em se lembrar se o bandido foi morto com bala de 38 ou de fuzil teria visto uma nota de R$50,00 que alguém deixou cair no ponto de táxi. Melhor para o Zé da Lata (apelido do homem que recolhe latinhas e materiais recicláveis no bairro) que ganhou o dia!!!
Enfim, chega ao trabalho, dia tenso, pesado e angustiante. O pesadelo não saía da cabeça. Até esquece de fazer o tradicional jogo da Mega Sena. O final do dia poderia ser um dos mais marcantes de sua vida se tivesse jogado. A vida parecia ter parado. O que está acontecendo?
Por que este fato marcou tanto este homem?
Após o trabalho reencontra por acaso um velho amigo que o convida para tomar um café. No bate-papo, assuntos de antigamente, as paqueras, o futebol, os tempos de escola, as baladas, tudo que marcou suas épocas. Horas que pareciam minutos, o papo foi longo.!
No caminho de volta para casa, o "sonho" vira realidade. Uma guerra declarada entre gangues aterroriza o bairro, gente correndo, balas pra todo lado, a polícia sem controle da situação. De repente algo vai na direção do nosso personagem, que sente uma explosão e um enorme clarão... será o fim???
Que nada! O artista saltou para longe, mas pouco adiantou. Era gente brigando com gente, com animal, com máquina, violência gerando violência, sem motivo, uma loucura total. O protagonista se defende bem, e ataca impiedosamente, mas eram muitos oponentes. De repente lhe aplicam uma forte pancada na nuca e ele cai desacordado no chão.
Horas depois.....
Ele acorda meio zonzo e surpreso, ao ver a bela vizinha que acariciava seus cabelos docemente. Era maravilhoso estar ali com a gata que tanto desejou estar junto. Ela dizia coisas belas, do quanto alimentou uma enorme vontade de tê-lo por perto, e isto que o fez enlouquecer. E chega a hora do tão desejado beijo. Os lábios se aproximam lentamente, mas de repente vem um barulhinho chato e vai aumentando,
aumentando.....
AUMENTANDO......................
E eis que grito:
O filho da piiiiiiiiiiii....!!!!
Era o celular do Tobias que tocava no meio da cena mais picante do filme!!! Custava ele desligar o dito cujo??? Ninguém merece.
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Vou emprestar u livro de cronicas de um amigo meu, vc vai gostar. Rodrigo
ResponderExcluirAugusto