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domingo, 1 de março de 2009

Triplo R

Que a rivalidade Atlético x Cruzeiro é enorme ninguém tem dúvida disto. E as consequências podem ser catastróficas graças a estupidez e a ignorância de torcedores travestidos de marginais. São os típicos lobos em pele de cordeiro. O que vale é o lado positivo e divertido envolvendo as diferenças entre as duas equipes.

Prado, Bahia. Carnaval 2009. Praia, gente bonita, folia, bebida e festa atrás de festa. Uma pequena colônia de atleticanos estava ali na praia se preparando para jogar uma pelada que tinha tudo para ser uma pelada qualquer. No script tudo pronto: Os amadores esperavam fazer gols e festejar, assim como fazem seus atuais ídolos profissionais em campo, que são o Diego Tardelli, o Éder Luis, dentre outros. O primeiro jogo começa, uma certa dificuldade, um sente a má forma física, mas a vitória vem para a alegria daqueles atleticanos eufóricos.

Mas de repente surge um novo time, e desta vez a parada seria torta. Três jogadores do time adversário eram negros, magros e corriam muito, sem parar. A turma sentiu o baque, mas não há vitória sem luta, ou derrota sem entrega total e plena. E então o jogo foi disputado até o último instante, com gols saindo para os dois lados. Em um lance de rara beleza um atleticano dribla um, dois, e passa a bola para o companheiro, livre, fazer o gol. Porém faltou perna no final, e a derrota veio, de modo imperdoável.




Ninguém gosta de perder, claro, é sempre ruim, e cada um reage de maneira diversa ao encarar este triste fato no esporte. Entretanto, a turma encarou este fato com muito bom humor. Dizem as más línguas que aqueles três jovens negros, velozes e habilidosos com a bola no pé eram de fato os "três Ramires" do Cruzeiro...

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