Há muito tempo o futebol invade nossas casas em nossos televisores com jogos e mais jogos. Este esporte que fascina e enlouquece milhares de pessoas não só no Brasil, mas em todo o mundo. Ele é imprevisível, nem sempre o melhor ganha, há exemplos de sobra por aí! E no dia-a-dia não há quem não jogue ou já tenha jogado uma "pelada" com os amigos. E é cada bola murcha que aparece.... mas temos também os bolas cheias, que dão todo um sabor especial, principalmente se o craque estiver no seu time. Se for no time adversário aí vira motivo de preocupação constante. O futebol amador é muito legal e divertido, mas há que se ter um certo cuidado, principalmente se tiver campeonato. Se o indivíduo souber que vai ganhar uma medalhinha que for ele até quebra a perna do adversário pra ganhar. E em muitas vezes não está nem aí pras consequências. Primeiro porque o juiz em muitas vezes é um banana, nem falta costuma dar, e quando dá, nem cartão ele dá ao criminoso, pois camarada que joga com deslealdade tem mais o perfil de um marginal que de jogador. Excetuando torneios bem-sucedidos como a Copa Itatiaia de futebol amador em Minas Gerais, o resto há que se ter muita precaução. Jogar duro e ser leal é uma coisa, agora o cara vir na maldade pra machucar, até mesmo pai de família, é uma enorme estupidez.
Bom, não me lembro o dia e nem o ano, acho que era no final dos anos 80 e início dos 90, mas eu e uma galera estávamos em uma pelada em uma quadra nos fundos do Mercado Distrital de Santa Tereza. Jogávamos ali para nos divertirmos e sentir um pouco do que vários ídolos da época (Éder Aleixo, Moacir, Batista, Éder Lopes, dentre outros jogadores do Galo, além de jogadores do Cruzeiro e outros times) sentiam quando entravam em campo para defender as cores de suas equipes. Me lembro que estava com meu irmão Flávio, o Kinho (ou Quinho, não sei), que é um amigo da família, Rodrigo (meu primo), Ramon (outro amigo, me lembro que o chamava de Ramon Menezes só por ter o mesmo nome do jogador, que na época era do Cruzeiro), o Marcelo (personagem chave do jogo) dentre outros tantos que queriam desfrutar de uma partida de futebol que foi divertida e pacífica, como sempre deve ser.
O jogo começa, o time joga meio tímido, o time adversário parecia ser mais experiente e firme na marcação, até que em lance individual Flávio dribla um e solta um pombo sem asa e faz o primeiro gol pro nosso time. Pouco tempo depois o empate, e depois perdi a conta. Só sei que ganhamos, perdemos e tal, mas no meio da partida eis que vem o lance capital, inesquecível para muitos que ali estavam presentes. Um lateral a nosso favor no campo de ataque próximo ao gol adversário. Rodrigo se habilita para a cobrança, faz toda a pose de um profissional e fala para o nosso jogador mais próximo: VAI MARCELO!
Só que o Marcelo não estava atento ao lance, e o Rodrigo sabia que, naquela hora, o importante era botar a bola em jogo imediatamente e partir pra cima do adversário, e todo mundo tava concentrado, menos nosso companheiro, e quando acordou já era tarde demais. A bola que Rodrigo arremessou vai de encontro ao rosto do Marcelo, que parecia estar vendo alguma mulher daquelas de parar o trânsito (neste caso, o jogo) passando no momento deste incrível lance. A bola pegou nele e ele totalmente desligado, nem parecia que estava jogando! Sorte dele que a bola não foi tão forte assim, mas foi inevitável não rir. Teve gente lá que praticamente chorou de tanto dar risada. Se houvesse alguém filmando seria digno de ser um lance "bola murcha", ou "vídeo cassetada", tamanha a diversão que foi ver este momento. Depois disto, nem me lembro mais quem ganhou ou quem perdeu. Isto não fez a menor diferença naquela hora. O que importa é que este dia entrou para a história particular de nossas vidas por ter sido o "dia do lateral histórico", ao qual volta e meia sempre lembramos, mesmo que tenham passado anos e anos, a lembrança fica com carinho e alegria nos nossos corações!!!
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E Evandro já se passaram anos, acho que isto foi pelos idos de 1990, tempos bons. Gostei do texto abraços.
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