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sábado, 24 de janeiro de 2009

Belo horizonte

Um certo dia caminhava
pelo mundo
e nele tudo podia:

Voar,
matar,
brigar,
chorar,
bater,
abraçar,
ser campeão,
ver o campeão.

Matar saudades
de alguém,
ah, como é bom!
Já vi gente famosa,
guiei belos carrões,
vivi loucas orgias,
emoções, sensações,
todas inesquecíveis.

Mas,
de repente,
na hora
menos oportuna
algo me chama,
e me traz,
subitamente,
sem perdão.

Quase sempre
era retirado
de um lugar legal,
feliz e maravilhoso.
Doce ilusão,
retorno duro,
mas aquele mundo é meio louco,
o impossível não existe.

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