
2009. Um ano para ficar no história. Dia 02/10/09, um dia em que o improvável para muitas pessoas ocorreu. Em jogo, a decisão que envolve milhões de pessoas e outros milhões de euros, dólares, ou reais em investimentos, afinal de contas, se tratam dos jogos olímpicos, a maior competição esportiva do mundo.
Entre as quatro cidades finalistas três são consideradas de primeiro mundo. Chicago, grande cidade americana, tinha grande possibilidade de vitória, pois é um país desenvolvido e que sabe o que é sediar uma olimpíada.
Tóquio já sediou uma edição dos jogos olímpicos em 1964, se não estiver equivocado. Entretanto, o desejo de retornar a sediar os jogos era válido para os interesses do Japão e do continente asiático.
Madri, a capital espanhola contava com 70% das instalações já prontas, o que parecia ser uma segurança para o COI (Comitê Olímpico Internacional).
E por último o Rio de Janeiro. Após uma série de tentativas em vão, desta vez o Rio apresentou uma candidatura madura, aprimorada e muito bem fundamentada para sediar os jogos. Além disso contava com o fato da América do Sul nunca ter sediado um evento de tamanha magnitude. Mas apenas isto não bastava. Era necessário muito mais.
O Brasil é um país de enormes contrastes sociais, e tem grandes problemas a serem enfrentados, disto ninguém duvida, mas sediar uma olimpíada era algo até então inimaginável há 5, 10 anos atrás. Posso até ser saudosista ou viúva, como dizem os torcedores de outros pilotos, mas Ayrton Senna foi um grande exemplo de brasileiro que ensinou que os brasileiros podem enfrentar os melhores do mundo e vencer. Claro que Pelé também foi um gênio, mas o Brasil no futebol é uma super potência, e vencer no futebol não é algo tão surpreendente. Pelo contrário. Vencer é obrigação para quem tem uma seleção como a nossa. E a vitória que Senna ensinava a cada domingo não era uma vitória na malandragem, da maracutaia, era a vitória conquistada através de muito trabalho, dedicação, determinação e busca pela perfeição o tempo todo.
O famoso slogan de Barack Obama em sua campanha impulsionou os esforços de todos que participaram desta candidatura brasileira para sediar os jogos de 2016. Ao invés de "yes, we can", a cada oportunidade Lula dizia em bom português: "Sim, nós podemos"!
Os vídeos das campanhas foram muito bem feitos, mas o Brasil mostrou um grande diferencial. Enquanto as outras cidades tinham olhos voltados apenas no aspecto comercial ou apenas pelo fato de sediarem mais uma vez uma olimpíada, os depoimentos e discursos de Lula, de Nuzman e de alguns atletas tocaram profundamente os juízes com poder de voto. Para o Brasil não era apenas questão de sediar uma olimpíada, e sim a olimpíada. É a paixão do brasileiro pelo esporte, de sentir, viver e estar em uma olimpíada onde o povo, principalmente o povo brasileiro, está desejoso, receptivo e aberto a receber um evento maravilhoso como este. Para os outros talvez fosse mais pelo lado financeiro e comercial. Claro que isso importava e muito a nós, mas o legado é o que mais valeu para que o resultado fosse inesperado para os países do primeiro mundo.
E um a um foram eliminados os potenciais candidatos a sediar os jogos. A primeira cidade foi Chicago, uma grande surpresa. Em seguida veio Tóquio, e aí o coração bateu forte. Restaram Rio de Janeiro e Madri. Após minutos que pareciam horas, finalmente o resultado foi revelado. Pela primeira vez na história dos jogos olímpicos, o Brasil, o Rio de Janeiro e a América do Sul vão sediar uma olimpíada. Momento de forte emoção para os brasileiros. Era um sonho que se tornou realidade. As super potências desta vez não levaram o que, para eles, seria apenas mais uma olimpíada. Para o Brasil a olimpíada representará muito, e tomara que os outros esportes onde temos pouca ou nenhuma tradição possam crescer em nosso país.
E eu que um dia vi um texto no qual dizia que dentre uma das 40 coisas que devemos fazer antes de morrer é acompanhar de perto os jogos olímpicos, tirar foto com os atletas, torcer pelo seu país e sentir a emoção de todos os acontecimentos dos jogos. No Rio de Janeiro será muito mais fácil para que isto de fato ocorra!!
E fica o aviso para que os governantes, a sociedade, e todos possam de fato controlar o orçamento para que falcatruas e superfaturamento não ocorram novamente como no Pan em 2007!
2014 teremos a Copa do Mundo e em 2016 as olimpíadas!
Haja coração!!
Até lá!!!!
E viva o Rio de Janeiro e o Brasil!!!
Entre as quatro cidades finalistas três são consideradas de primeiro mundo. Chicago, grande cidade americana, tinha grande possibilidade de vitória, pois é um país desenvolvido e que sabe o que é sediar uma olimpíada.
Tóquio já sediou uma edição dos jogos olímpicos em 1964, se não estiver equivocado. Entretanto, o desejo de retornar a sediar os jogos era válido para os interesses do Japão e do continente asiático.
Madri, a capital espanhola contava com 70% das instalações já prontas, o que parecia ser uma segurança para o COI (Comitê Olímpico Internacional).
E por último o Rio de Janeiro. Após uma série de tentativas em vão, desta vez o Rio apresentou uma candidatura madura, aprimorada e muito bem fundamentada para sediar os jogos. Além disso contava com o fato da América do Sul nunca ter sediado um evento de tamanha magnitude. Mas apenas isto não bastava. Era necessário muito mais.
O Brasil é um país de enormes contrastes sociais, e tem grandes problemas a serem enfrentados, disto ninguém duvida, mas sediar uma olimpíada era algo até então inimaginável há 5, 10 anos atrás. Posso até ser saudosista ou viúva, como dizem os torcedores de outros pilotos, mas Ayrton Senna foi um grande exemplo de brasileiro que ensinou que os brasileiros podem enfrentar os melhores do mundo e vencer. Claro que Pelé também foi um gênio, mas o Brasil no futebol é uma super potência, e vencer no futebol não é algo tão surpreendente. Pelo contrário. Vencer é obrigação para quem tem uma seleção como a nossa. E a vitória que Senna ensinava a cada domingo não era uma vitória na malandragem, da maracutaia, era a vitória conquistada através de muito trabalho, dedicação, determinação e busca pela perfeição o tempo todo.
O famoso slogan de Barack Obama em sua campanha impulsionou os esforços de todos que participaram desta candidatura brasileira para sediar os jogos de 2016. Ao invés de "yes, we can", a cada oportunidade Lula dizia em bom português: "Sim, nós podemos"!
Os vídeos das campanhas foram muito bem feitos, mas o Brasil mostrou um grande diferencial. Enquanto as outras cidades tinham olhos voltados apenas no aspecto comercial ou apenas pelo fato de sediarem mais uma vez uma olimpíada, os depoimentos e discursos de Lula, de Nuzman e de alguns atletas tocaram profundamente os juízes com poder de voto. Para o Brasil não era apenas questão de sediar uma olimpíada, e sim a olimpíada. É a paixão do brasileiro pelo esporte, de sentir, viver e estar em uma olimpíada onde o povo, principalmente o povo brasileiro, está desejoso, receptivo e aberto a receber um evento maravilhoso como este. Para os outros talvez fosse mais pelo lado financeiro e comercial. Claro que isso importava e muito a nós, mas o legado é o que mais valeu para que o resultado fosse inesperado para os países do primeiro mundo.
E um a um foram eliminados os potenciais candidatos a sediar os jogos. A primeira cidade foi Chicago, uma grande surpresa. Em seguida veio Tóquio, e aí o coração bateu forte. Restaram Rio de Janeiro e Madri. Após minutos que pareciam horas, finalmente o resultado foi revelado. Pela primeira vez na história dos jogos olímpicos, o Brasil, o Rio de Janeiro e a América do Sul vão sediar uma olimpíada. Momento de forte emoção para os brasileiros. Era um sonho que se tornou realidade. As super potências desta vez não levaram o que, para eles, seria apenas mais uma olimpíada. Para o Brasil a olimpíada representará muito, e tomara que os outros esportes onde temos pouca ou nenhuma tradição possam crescer em nosso país.
E eu que um dia vi um texto no qual dizia que dentre uma das 40 coisas que devemos fazer antes de morrer é acompanhar de perto os jogos olímpicos, tirar foto com os atletas, torcer pelo seu país e sentir a emoção de todos os acontecimentos dos jogos. No Rio de Janeiro será muito mais fácil para que isto de fato ocorra!!
E fica o aviso para que os governantes, a sociedade, e todos possam de fato controlar o orçamento para que falcatruas e superfaturamento não ocorram novamente como no Pan em 2007!
2014 teremos a Copa do Mundo e em 2016 as olimpíadas!
Haja coração!!
Até lá!!!!
E viva o Rio de Janeiro e o Brasil!!!
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